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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Acasos...

A tarde parecia tão longa quanto os antigos dias de verão. Tanto tempo havia se passado sem que nada de importante ou de bom, realmente bom, tivesse acontecido e de repente foi como se tudo voltasse a perder o sentido, a solidão estivesse de novo como unica e íntima companheira.
Fatídicos são mesmos esses acasos inapropriados, inesperados que tomam conta da rotina da gente sem nem ao menos estarmos preparados...
Ele continuava sentado a margens de seus próprios pensamentos, mastigava, sem sentir, a ponta esquerda do lábio, as mãos suavam, contorciam-se na procura de coragem ... o que sabia sobre relações humanas? Sobre afinidade... achava que sabia tudo, mas na sabia nada sobre ACASOS.
De pouco ou nada adiantava a espera, o momento certo, as coisas aconteceriam como que se já estivessem escritas, durariam o tempo definido pelo próprio tempo... não era uma história, um caso ou mesmo um encontro, era um acaso. Assim, desses que invadem a vida de qualquer pessoa, que transforma a mais pura empatia na mais profunda intimidade e que da mesma maneira como começou dissipa-se, sem a menor intenção de deixar rastros, sem nem ao menos se preocupar com o que vai acontecer com ele ou eles, não se pode saber até que ponto uma pessoa é atingida... Envolvem-se, mas ninguém sabe o quanto de cada uma está realmente envolvido e o quando é simplesmente conveniência.[...]
O fato é que nem sei o real motivo de ressuscitar o blog, nem o porquê escrevi sobre isso, acho que me deu vontade de pensar um pouco e por aqui, dividir com qualquer pessoa qualquer coisa, e fazer disso um momento meu... me dedicar um pouquinho aos meus próprio pensamentos...
[...] E ele continua esperando a margem de si mesmo, que se resolvam as histórias e se dissipem em nada os acasos!

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