Então eu parei pra pensar, o que nos faz gostar de alguém? Eu acordei, e enquanto ia tomar café o computador iniciava. Aquele típico frio na barriga, esperando acontecer o que eu ja esperava... mas eu preciso de provas, eu amo as evidências.
Depois de passar a noite inteira dissecando um perfil, analisando clinicamente cada recado, e o seu respectivo remetente, eu percebi o quando era ridiculo aquilo tudo, então, decidi deixar um depoimente e ir dormir.
Agora, enquanto engolia um pouco do café, eu fui em direção ao texto enviado e... ele não estava mais lá.
Depois de futuristicamente filosofar sobre tudo o que tinha acontecido percebi que não é a pessoa que eu gosto. O que eu gosto, é de gostar...
Parece tolo, bobo... Mas o que eu gosto é de sentir a epiderme ficando sensivel ao toque, sentir de longe o cheiro do perfume - mesmo em meio a toda a paluição - e ver só aquilo que deve ser visto. E acabei canalizando isso, achando uma maneira de a tornar real, humano. E as vezes isso acontece mesmo com a gente, projetar em alguém aquilo que queremos sentir. Amar é bonito, não é? E quem nao quer o que é bonito? Quem nao quer as sensações que isso provaca em cada um de nós?
Mas enquanto a projeção ia se desmanchando, ia virando .... nada, percebi que os sentidos continuavam, eles nos acompanham sempre, memso adormecidos, mas sempre a espera de alguém que os desperte.
quarta-feira, 10 de março de 2010
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