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sábado, 6 de março de 2010

O Tempo... E quanto tempo o tempo tem


Quando uma pessoa de quem gostamos muito some de nossa vida, todas as certezas que tinhamos desmoronam, é complicado estarmos preparados para momentos como esse, mesmo sabendo que isso sempre acontece, que nada dura pra sempre...
Porém, pode ser ainda pior... pois elas podem voltar!
Tão complicado quanto continuar ouvindo as mesmas músicas e passando pelos mesmos lugares que antes serviam de trilha sonora e palco para uma história inventada é ter de pensar na possibilidade de isso tudo vir a tona novamente...
É como se uma ferida, depois de cicatrizada, tornase a abrir, o que podemos fazer além de ver o sangue pulsante escorrendo entre nossos dedos? E qual a saída para não senti-lo queimando nossa pele como da primeira vez?
O tempo, senhor do eufenismo, que torna tudo mais suave, pode também sentir saudades de suas antigas passagens e como uma brincadeira do destino, exibir o passado em um filme, em tempo real.
Quando pensamos em recomeçar algo, temos em mente o que fazer pra dar certo, os erros que não devemos repetir, uma listagem de bom comportamento é arquivada em nossa memória, porém a via não é assim na prática... a flexibilidade do decorrer do tempo e da mente humana tornam as coisas diferentes e uma segunda tentativa pode ser facilmente frustrada, pois os erros do passado não são necessariamente os do presente. Vale a pena investir no que o tempo apagou só por uma caprixo do mesmo?
E se não foi apagado totalmente, é porque valeu a pena, prova que os momentos bons ou importants prevaleceram, mas não quer dizer que precise voltar, sentir saudades de um tempo não é necessariamente querer que ele volte, precisamos de novas experiencias, novos sabores, limitar a vida pelo que foi bom no passado é limitar-se de descobertas, intimas e universais descobertas.
Prefiro desistir com minhas próprias pernas... o tempo de cada um vai passando, assim são as histórias, finitas e uma continuidade pode apenas estragar o que foi bom.
A vida é feita de fases, o tempo torna tudo mutável e eu não quero o que já foi.
Gostar de alguém, não é querer estar com ela... aos poucos percebi que sentimentos ficam, é inevitavel, mas o desejo de continuar não... este é uma escolha que por si só, pode nos trazer outros sentimentos, por outras pessoas.
O coração se abre para que o sangue escorra, que com ele leva o que passou.
O prevsivel não me atrai mais, eu não quero ser mais uma escolha, uma opção, não quero fazer parte de uma lista para emergencias.
Pedro Nava, o médico e escritor, deixou escrito uma vez que A EXPERIÊNCIA É UM CARRO COM OS FARÓIS VOLTADOS PARA TRÁZ. Aquilo que passou não serve como referência para o que vai acontecer, porém, temos o direito de escolher se queremos correr o risco de entrar neste carro e as cegas tentar encontrar o que não funcionou, ou se aprendemos a pôr o passado em seu devido lugar e ir para o futuro, na estrada do presente, com ou sem carro, mas sem faróis...
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Ainda sobre isso tudo:
- O mundo já caiu baby, só nos resta dançar sobre os destroços.[Marta Medeiros]

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